Uma das frentes do SuperAção SP, a Trilha de Proteção Social, voltada às famílias em extrema vulnerabilidade que enfrentam barreiras para a inclusão produtiva, passou a acolher famílias de 47 municípios paulistas onde programa já está presente. Isso significa a consolidação da maior política de inclusão socioassistencial lançada pelo Estado nos últimos anos, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS).
A Trilha de Proteção Social integra a metodologia de atendimento do SuperAção SP, junto à Trilha de Superação da Pobreza, voltada à inserção no mundo do trabalho, sendo a resposta do Estado para quem ainda não pode dar esse passo.
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É destinada às famílias com renda per capita de até R$ 218,00 mensais que se encontram em situações específicas de vulnerabilidade como a ausência de adultos em idade ativa no núcleo familiar, a dedicação integral ao cuidado permanente de terceiros, a situação de rua ou o não recebimento do Programa Bolsa Família por entraves operacionais, mesmo sendo elegíveis.
Para essas famílias, o SuperAção SP prevê a inclusão e o acompanhamento prioritário nos serviços socioassistenciais dos municípios e oferece um auxílio mensal, chamado de Auxílio de Proteção Social, de R$ 156,19 por integrante, equivalente a 1/12 avos do salário mínimo paulista, pelo período de 12 a 24 meses, condicionado à verificação continuada da situação de insegurança alimentar grave, mensurada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), metodologia oficial do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“A Trilha de Proteção Social representa um avanço importante na forma como o Estado enfrenta a pobreza extrema. Estamos ampliando a capacidade de identificar e acompanhar famílias que, muitas vezes, permanecem invisíveis às políticas públicas por enfrentarem barreiras profundas e complexas. Com o SuperAção SP, fortalecemos o papel dos municípios, valorizamos a atuação dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e consolidamos uma estratégia que combina proteção, cuidado e oportunidades, colocando as pessoas no centro da transformação social”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
A operacionalização da Trilha de Proteção Social tem no CRAS seu eixo estruturante. A partir de um planejamento territorializado, às equipes dos CRAS vão realizar a busca ativa das famílias, a partir de uma listagem gerada com base no Cadastro Único (CadÚnico) e nas informações da vigilância socioassistencial. Para garantir alinhamento técnico operacional, o Estado vai promover reuniões estratégicas com gestores e técnicos municipais. As pessoas que se enquadram nos critérios podem procurar os CRAS nas 47 cidades onde o SuperAção SP já está presente.
O reconhecimento institucional do papel do CRAS vem acompanhado de aporte financeiro concreto via Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS), o Governo do Estado destina recursos carimbados para expandir e qualificar as ofertas socioassistenciais, fortalecendo a atuação territorial e intersetorial da Política de Assistência Social garantindo que a resposta seja articulada, robusta e escalonável.
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Em 2025, foram repassados aos 48 municípios R$ 110 milhões definidos com base em critérios técnicos, como concentração de pobreza, número de famílias inscritas no CadÚnico e capacidade instalada da rede socioassistencial. Para 2026, o valor disponível é de R$ 55,2 milhões.
A Trilha de Proteção Social representa, em síntese, a aposta do Governo de São Paulo em uma atuação integrada e proativa, mais próxima das famílias. Com metodologia baseada em evidências, parceria sólida com os municípios e financiamento estruturado, o SuperAção SP afirma que inclusão, antes de ser produtiva, precisa ser protetiva, garantindo o acesso a políticas públicas e direitos.
O SuperAção SP é um programa do Governo de São Paulo que integra políticas públicas de diferentes áreas em uma jornada completa de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, com acompanhamento individualizado para a promoção da autonomia. A iniciativa é voltada a famílias residentes no estado, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar por pessoa inferior a meio salário-mínimo nacional.
O SuperAção SP atua por meio de duas trilhas de apoio. Na Trilha de Proteção Social, famílias em situação de maior vulnerabilidade recebem acompanhamento prioritário com auxílio mensal para a garantia da segurança alimentar. Já na Trilha de Superação da Pobreza, o foco é a capacitação, a qualificação profissional e a inclusão no mundo do trabalho, com acompanhamento contínuo e diversos incentivos financeiros ao longo da jornada.
O atendimento é estruturado em três módulos complementares: Proteger, voltado ao acesso às políticas públicas disponíveis na região; Desenvolver, com foco em educação e qualificação profissional; e Incluir, orientado à inserção no mercado de trabalho por meio do emprego formal ou do empreendedorismo.
A atuação ocorre diretamente nos territórios, com os agentes de SuperAção SP visitando as famílias em suas casas para realizar um diagnóstico e construir com elas o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), um documento que organiza metas e oportunidades de acordo com o perfil profissional, educacional e social de cada família.
Além disso, o trabalho dos Agentes inclui conectar as famílias a políticas públicas às quais já têm direito, mas que muitas vezes não acessavam por falta de informação, orientação ou acesso. O acompanhamento pode durar até dois anos, com monitoramento adicional para avaliação dos avanços.
O documento traça metas e ações com foco na inclusão produtiva, no fortalecimento de vínculos comunitários e no acesso a serviços de saúde, educação, habitação e renda. O acompanhamento tem duração de dois anos, seguido de seis meses de monitoramento. Os auxílios e incentivos podem ultrapassar R$ 10 mil ao longo de todas as etapas.
Atualmente, o programa está em 48 municípios que aderiram à primeira onda. Em 2025, iniciou em oito cidades-piloto: Barueri, Cabreúva, Campinas, Embu das Artes, Itaquaquecetuba, Paulínia, São Roque e São Vicente, tempo utilizado de maneira metodológica para calibrar os fluxos, capacitar os Agentes de Superação e adaptar as particularidades de cada território. Já em março de 2026, os outros 40 novos municípios foram incorporados simultaneamente ao programa, completando os previstos no desenho original.
A iniciativa prevê beneficiar 105 mil famílias até 2027, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, entre recursos do Tesouro Estadual e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).