Guerra
EUA e Israel afirmam morte de Khamenei em ataques a Teerã; Irã nega e promete retaliação total
Líder supremo do Irã estaria morto, mas situação permanece incerta em meio à guerra de narrativas
28/02/2026 19h15 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Redação Fonte: Conexão ABCD
líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei

Em um dos momentos mais dramáticos da escalada militar entre EUA, Israel e Irã, Donald Trump e autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em ataques conjuntos lançados contra Teerã e outras cidades neste sábado. Israel diz ter "alta confiança" na eliminação do líder de 86 anos, que governava o país há mais de três décadas, citando imagens do corpo e inteligência de fontes elevadas. ​

No entanto, o governo iraniano nega veementemente a morte de Khamenei e afirma que ele permanece "seguro e firme no comando", classificando as declarações como "guerra psicológica ocidental". Agências de notícias ligadas ao regime, como Tasnim e Mehr, reforçam que o aiatolá está vivo e coordenando respostas, enquanto o chanceler Abbas Araghchi disse à imprensa internacional: "Que eu saiba, o líder supremo está vivo". Até o momento, não há confirmação independente de organismos como ONU ou mídia neutra, e Khamenei não aparece em vídeo público desde o início dos ataques.

A operação, batizada pelos EUA como "decapitação do regime", teria atingido o complexo residencial de Khamenei em Teerã, reduzindo prédios a escombros, conforme imagens de satélite publicadas pelo New York Times. Netanyahu declarou haver "muitos sinais" de que o líder "não está mais entre nós", enquanto Trump incentivou forças iranianas a desertarem, dizendo que "o navio de Khamenei está afundando". Outros altos oficiais iranianos, como o secretário do Conselho de Defesa Ali Shamkhani e o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour, também teriam sido eliminados, segundo fontes israelenses.

O Irã retaliou com mísseis contra Israel e bases americanas no Golfo, prometendo "vingança implacável" independentemente do status de Khamenei. Analistas alertam que a morte do líder, se confirmada, poderia acelerar o colapso do regime teocrático, abrir caminho para sucessores como o filho Mojtaba Khamenei ou até figuras moderadas como Hassan Khomeini, ou provocar caos interno com protestos e disputas de poder. O mundo observa, com Conselho de Segurança da ONU convocado em emergência.