A Prefeitura de Diadema inaugurou, nesta quinta-feira (24), a nova casa da Residência Inclusiva para Pessoas com Deficiência, serviço da Secretaria de Assistência Social voltado ao acolhimento de jovens e adultos com deficiência em situação de dependência, vulnerabilidade e/ou risco social, sem condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar e comunitária suficiente.
A cerimônia oficial ocorreu no novo espaço, situado na Rua Orlando Matos, no bairro Eldorado, com a presença do prefeito Taka Yamauchi, o secretário de Assistência Social e Cidadania, Eduardo Minas, demais agentes públicos e equipe técnica.
“Resgatar a dignidade é algo que a gente vem falando há muito tempo. Mas, mais do que palavras, são ações concretas como esta que trazem na sua essência o compromisso de fazer o nosso melhor. É desafiador, claro, e complexo, como o secretário já pontuou. Mas, para isso, temos uma equipe tão qualificada e capacitada como a que temos a satisfação de ter aqui. Por isso eu digo que hoje não estamos simplesmente entregando mais um serviço da Prefeitura. Estamos entregando um lar”, afirmou o prefeito Taka Yamauchi.
Inserida na Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a Residência Inclusiva funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo proteção e acompanhamento contínuos aos moradores. A nova unidade tem capacidade para até 10 residentes, organizados em pequenos grupos, em um espaço estruturado para se aproximar, tanto quanto possível, de uma residência convencional.
Para assegurar o atendimento ininterrupto, a casa conta com uma equipe de 16 profissionais, entre coordenação, cuidadoras, assistente social, psicóloga, cozinheiras e profissionais de apoio operacional, que se revezam em turnos.
Mais do que oferecer moradia, o serviço busca garantir segurança, dignidade, privacidade e respeito à individualidade, promovendo autonomia, convivência comunitária, participação social e acesso a direitos.
O público atendido é formado por pessoas de 18 a 59 anos que vivenciem situações de vulnerabilidade ou risco social relacionadas à deficiência, como abandono, negligência, ausência de cuidadores ou fragilização dos vínculos familiares e comunitários.
O acesso à Residência Inclusiva ocorre por meio da rede socioassistencial e de outras políticas públicas, conforme o fluxo de atendimento do município e a avaliação da necessidade de proteção. Os encaminhamentos são analisados pelos serviços responsáveis, considerando a situação individual e a necessidade de acolhimento.
A condição de deficiência, isoladamente, não é motivo para o acolhimento. O serviço é destinado a pessoas que necessitam de proteção e que não contam, naquele momento, com alternativas suficientes de cuidado e convivência familiar e comunitária.
Autonomia e inclusão
A proposta da Residência Inclusiva vai além dos cuidados básicos. O trabalho estimula a participação dos moradores nas decisões relacionadas à própria vida e busca ampliar sua autonomia e independência, favorecendo a inclusão nos espaços da comunidade.
Entre as ações estão o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, o acesso a atividades de convivência, lazer, cultura, esporte, educação e trabalho, conforme as possibilidades e interesses de cada pessoa, além do acompanhamento individualizado por meio dos Planos Individuais de Atendimento (PIA).
O serviço também atua de forma articulada com a rede de proteção do município, envolvendo as áreas de Assistência Social, Saúde, Educação, Habitação, Cultura, Esporte e Lazer, além de órgãos de defesa de direitos e demais políticas públicas necessárias ao atendimento de cada residente.
“Isso é garantia dos direitos de cada cidadão, cada cidadã. É transformar a vida das pessoas neste que é um serviço de altíssima complexidade. Imagine um pai, uma mãe que cuidou de seu filho com deficiência por toda uma vida. Quando essa pessoa envelhece ou vem a faltar, às vezes sem nenhuma rede de apoio, para onde vai esse filho? Quem acolhe? Nós acolhemos”, afirmou Eduardo Minas, secretário de Assistência Social e Cidadania.
“A primeira coisa que essas pessoas precisam é justamente isso: serem acolhidas. E é isso que nos anima todos os dias”, afirmou Frei Robson, fundador da Associação Cultural Nossa Senhora das Graças, entidade gestora da unidade.
Com a nova casa, Diadema amplia e qualifica a estrutura da Residência Inclusiva no município, garantindo melhores condições de acolhimento a jovens e adultos com deficiência que necessitam desse nível de proteção, com atenção à autonomia e à preservação dos vínculos familiares e comunitários.







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