A Cetrel anunciou a expansão de suas operações de gestão, prevenção e resposta a emergências ambientais para os setores de saneamento e energia. A empresa, que acumula 48 anos de atuação em complexas operações industriais, passa a oferecer às concessionárias de utilidades públicas uma estrutura de atendimento 24 horas com cobertura nacional, voltada tanto para a rápida resposta a acidentes quanto para a prevenção de riscos operacionais.
A iniciativa responde à crescente demanda por soluções especializadas em prevenção e resposta a emergências em infraestruturas críticas. Concessionárias desses setores operam ativos próximos a mananciais e áreas urbanas, onde ocorrências como vazamentos de óleo em transformadores ou acidentes com produtos químicos em estações de tratamento exigem resposta imediata para evitar a paralisação de serviços e sanções regulatórias.
"Saneamento e energia operam ativos espalhados por grandes áreas geográficas. Quando ocorre uma emergência ambiental em uma operação de saneamento ou energia, o impacto vai além do meio ambiente. Dependendo da gravidade, ela pode comprometer serviços essenciais para milhares de pessoas", destaca Carlos Afonso Kich, especialista em resposta a emergências da Cetrel. "As primeiras horas de um acidente são decisivas para conter o poluidor e diminuir a extensão dos danos", acrescenta.
O portfólio a estes segmentos abrange a resposta imediata a derramamentos de produtos químicos e combustíveis, além de serviços programados de alta complexidade. Entre eles, estão a manutenção de bacias de retenção em subestações, descontaminação de solos, transporte de equipamentos com bifenilas policloradas (PCBs) e a elaboração de estudos de análise de risco e planos de contingência (EAR, PGR e PAE).
Para João Paulo de Camargo, coordenador comercial de resposta a emergências da Cetrel, o diferencial está na bagagem técnica acumulada na indústria. "Ainda há pouca oferta de empresas preparadas para as exigências regulatórias desses segmentos. Não basta mobilizar a equipe com rapidez; é preciso saber operar em cenários complexos e atuar em sintonia com os órgãos ambientais".
A movimentação reflete uma mudança de postura no setor de infraestrutura, que passa a priorizar a mitigação prévia de passivos ambientais em vez da atuação apenas reativa. No setor elétrico, por exemplo, a companhia já executa projetos de contenção de vazamentos em subestações de alta tensão, protegendo o solo e garantindo a continuidade do fornecimento de energia.
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