São Paulo registrou o melhor desempenho econômico entre todas as unidades da federação nos últimos três anos. O dado vem do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, do Centro de Liderança Pública (CLP), divulgado nesta quarta-feira (6) durante o II Congresso do Conselho Nacional de Secretários de Planejamento (Conseplan), em Brasília. O recorte considera o período de 2023 a 2025.
Além do desempenho econômico, São Paulo manteve a primeira colocação no ranking geral pelo segundo ano consecutivo . O Estado figura no topo dos pilares de educação e de infraestrutura.
Logo atrás vêm Santa Catarina, em segundo lugar, e Paraná, em terceiro. A dimensão econômica do estudo combina quatro pilares: infraestrutura, inovação, capital humano e potencial de mercado.
A lista das dez melhores economias do triênio é completada por Rio Grande do Sul, em quarto lugar, Minas Gerais (quinto), Mato Grosso do Sul (sexto), Espírito Santo (sétimo), Mato Grosso (oitavo), Goiás (nono) e Roraima (décimo).
A dimensão econômica do estudo se apoia em quatro pilares: infraestrutura, inovação, capital humano e potencial de mercado. Os indicadores medem, respectivamente, a oferta de serviços essenciais à produção, os investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento, a qualificação da força de trabalho e o ritmo de crescimento da economia local. Pelo CLP, São Paulo se destaca em três deles: infraestrutura, inovação e capital humano.
A edição de 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados reúne 68 indicadores agrupados em dez pilares: capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social.
O bom desempenho da economia de São Paulo é ancorado pelas diretrizes do plano São Paulo na Direção Certa, do Governo de São Paulo, que reúne um conjunto de medidas voltadas à modernização da gestão pública, com foco na eficiência do gasto, responsabilidade fiscal e ampliação dos investimentos. A iniciativa inclui ações como a reestruturação de órgãos e agências reguladoras, revisão de benefícios fiscais, alienação de ativos, racionalização de despesas e modernização de sistemas administrativos, com destaque para a renegociação da dívida com a União e melhorias nos processos de compras públicas.
Na prática, o plano vem consolidando um ambiente mais favorável a investimentos, impulsionando o crescimento econômico e a geração de empregos. A gestão eficiente permitiu avanços em áreas como infraestrutura, saúde, mobilidade e desenvolvimento urbano, além de ganhos fiscais que viabilizam a continuidade de políticas públicas essenciais. O Estado também tem se destacado em discussões nacionais, como a reforma tributária, demonstrando que é possível conciliar responsabilidade fiscal com desenvolvimento econômico e social.
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